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Maraca, muro e PM

Há muito tempo atrás, quando minha coluna não demonstrava nem latejava sua existência, eu aproveitei algumas coisas que a vida e os amigos que só faziam merda proporcionavam.
Uma dessas experiências, se deu num dia de jogo decisivo no Maracanã. A turma tinha prova no colégio, à noite. O combinado era fazermos a prova rápido pra ir pro jogo (dane-se a prova!). Feito o acertado, corremos pro Maraca com um detalhe crucial: NINGUÉM tinha ingresso. Olha daqui, olha dali, avistamos uma árvore que nos daria o suporte necessário para entrar no estádio.
Feito o esforço, pulamos e caímos no estacionamento. Com o barulho, um PM que passava ficou olhando, olhando… E, a gente, quietinho, feito passarinho quando vê gavião!
Passado o susto deste PM, iniciamos a corrida até as cadeiras azuis. Eu, mais alto e com minhas pernas de grilo, disparei – nessas horas, é cada um por si! Mas, se der problema, tem que voltar! Ao virar para subir a rampa, dei de cara com outro PM. Ele me olhou de cara feia e perguntou: “Qual é o seu time?”. Quando eu respondi, ele me olhou pelos 2 segundos mais longos da história e disse: “Então, corre que o jogo já vai começar”!
E, ainda dizem que a PM não é prestativa e gentil…

Acordei há pouco e dei uma olhada na parte de esportes do jornal. A constatar, duas coisas:
Maicosuel, destaque do Botafogo no campeonato carioca, foi-se embora do alvi-negro. Mas, como a água do bebedouro de General Severiano tem alguma coisa especial, o craque chorou.
Realmente, não sei o que acontece, mas o chororô, vez por outra, por alegria ou tristeza, aparece.
Já no Flamengo, a situação é digna de choro, também. Como deu a coluna Panorama Esportivo, d’O Globo, o vestiário dos ginastas do Flamengo virou um gatil. Em paralelo, a diretoria (?) organiza um pacote batizado de “onde estiver estarei”, para torcedores que moram longe do Rio de Janeiro. E, dentro das belezas do projeto, está incluída uma visita à Gávea!
Na boa, só podem estar de sacanagem! A Gávea está abandonada, com restos de obras, mato alto, piscina precisando reforma, salas vazias… E, os caras chamam os torcedores para visitar isso?!Depois, ainda reclamam do Leonardo…

Não sei o que me deu, mas resolvi escrever coisas mais sérias. Desculpem…

Insônia, desde que bem aproveitada, pode trazer benefícios. A que me ocorreu no último sábado rendeu-me uma aula de filosofia enquanto esperava o Salgueiro adentrar a avenida na festa das campeãs do carnaval (sem essa de “carnaval carioca” – tirando Rio, Salvador e Recife, o resto é São Paulo…). Foi no instante em que o repórter perguntou a Carlinhos Brown porque o “tambor” deu o título à vermelho e branco. O soteropolitano filósofo fez uma mistura de criação do mundo, tambor, Deus e ventre materno que estou até agora com labirintite.

Eu não sei o que é pior: a resposta dada ou a pergunta feita.

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De uma coisa não se pode reclamar de paulista: é um povo organizado – ou, ao menos, tem a fama de. Mas, não dá pro Datena, na Band, durante o desfile das campeãs, ficar reclamando que o Salgueiro demorou a entrar na avenida. Fala sério! Foram 16 anos de espera, o enredo foi sensacional, o samba muito bom. Ainda mais com o Quinho de puxador a coisa vai render mesmo – e bem! Não é dia de cronômetro! Chegou ao ponto em que o locutor disse que o Rio de Janeiro completava 444 anos naquele dia e que, se dependesse do Quinho, ficariam lá até o 500º aniversário.

Que ficassem! O Salgueiro merecia.

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Melhor ainda foi quando o sambista nato Galvão Bueno apareceu junto ao Quinho e aos diretores da Escola Edmundo e Paulo Vilhena. O Datena pediu NO AR que se fizesse como a Globo e não mostrasse o apresentador da concorrente. Noooooossa!

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Que cacete de carro era aquele da peste negra da Beija-Flor? Te esconjuro, pé de pato, bangalô três vezes!

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“Juca Baleia”, um amigo tricolor metido a engraçado me perguntou se passei o carnaval em Resende. De pronto, respondi que não; passei na praia de Botafogo. Acabou o assunto…

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Fogão vai se preparando para seguir o caminho do Vasco e ser tri-vice.

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Mais uma vez: Vi-vi-a-ne-A-ra-ú-jo…

A PERCEPÇÃO DO ÓBVIO

foto da salgueirense mais feliz do mundo Giselle Gilson

foto da salgueirense mais feliz do mundo Giselle Gilson

Acabou oficialmente o carnaval no Rio. Finda a apuração, o Salgueiro levou muito bem levado o título de campeão de 2009. Juro ter pensado que a festa seria em Nilópolis. Com tanta festa (mais do que merecida) pro Neguinho da Beija-Flor – com direito a Roberto Carlos e Lula – eu não tinha dúvidas que a festa seria em azul e branco.
Mas, o que valeu no final de tudo foi a simplicidade do Salgueiro. A começar pelo enredo. Nada de coisas do tipo “o som dos tambores tocados pelos homens através do tempo na magnitude da evolução da comunicação extraterrestre”. Não. Nada disso. Simplesmente “tambor”! E, foi na simplicidade de um tambor que a Escola abocanhou mais um troféu.
Parabéns ao Salgueiro pela percepção do óbvio! E, parabéns aos jurados, pela percepção do óbvio!…

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Paulo Vilhena e Edmundo são diretores do que mesmo no Salgueiro?

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O programa Tripé! (www.amalgamafm.com) vem sendo bem falado por quem ouve. Ou seja, não há palpiteiros. Mas, o que mais intriga são os elogios. Um dos mais bonitos que recebemos foi dizendo que o programa é inteligente, engraçado e que somos escrotos!

E, o pior de tudo é que gostamos do elogio…

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É… Do jeito que vai, não será só a Beija-Flor a perder o tricampeonato este ano, né, Flamengo?

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Imagine-se juntando dinheiro para um cruzeiro em família. De repente, labaredas e fumaça tomam conta da embarcação. Logo, percebe-se que não há água, comida, o cheiro de fezes e urina fica insuportável.

Pra completar a desgraça, os sotaques portenho e paulista vão tomando conta do seu cérebro!

“Bosta Romântica” – um cuzeiro (sic!) em família!

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Viviane Araújo… Ai! Ai!

 

VOA, CANARINHO! VOA!

apreensao_aves1Eu gosto de andar pelas ruas perto de casa. Domingo, estive numa feira que vende pássaros, cachorros, peixes, tartarugas, porquinho da índia, tartarugas e sei lá mais o que. Chegando lá por volta de 10h, vi uma movimentação anormal. Polícia Florestal, Comissão de Meio Ambiente da ALERJ etc. apreendeu todos os bichos que foram possíveis apreender.

Pelo que entendi, havia mais de um tipo de crime no local. Além do conhecido crime ambiental, havia sonegação de impostos e o não cumprimento de uma lei que exige a venda de animais em ambientes cobertos, com licença de venda.

Assim que a “comitiva” partiu, aqueles que vendem canários da terra, coleiros, curiós etc. voltaram a atuar. Animais com fome e sede, sofrendo com um calor terrível, estressados pela novidade de ter várias pessoas a sua volta, debatendo-se dentro das casinhas de 10cm x 10cm., que ficam dentro de sacos plásticos.

Bem que a “comitiva” poderia voltar à feira mais vezes, disfarçada, e levar quem deve ser levado para o lugar certo. Os animais, à mata. Os vendedores… ao mato?

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Quem sou eu pra criticar o que é escrito em jornais de grande circulação (afinal, eu nem escrevo num). Mas, certas coisas não podem passar em branco. Alex Escobar e Marcelo Migueres lançaram um livro chamado “As Copas do Brasil”, contando histórias do único torneio de futebol que reúne times de futebol de todos os estados da Federação.

Pois, bem. Semana passada, um senhor que assina uma coluna num jornal esportivo, parabenizou os autores de livro, divulgou o lançamento, mas errou o tema. Disse que o compêndio tratava das conquistas da seleção canarinho nas copas do mundo. Cartão amarelo pra ele!

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Muito bom o livro “As aventuras da Blitz”! Parabéns, Rodrigo!

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Se alguém tem medo de sexta-feira treze prepare-se: depois de uma em fevereiro, teremos outra em março. Bu!

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Este domingo, a revista d’O Globo trás uma matéria com as rainhas/musas/madrinhas de bateria. No meio de tantas mulheres bonitas, saradas e de coxas grossas (que coxas!), tem gente com pernas de grilo (mais fina que as minhas!) precisando malhar…
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Unidos da Tijuca, Império da Tijuca e Salgueiro. Tá na hora de termos festa no bairro!

 

Foto: www.renctas.org.br/pt/informese/noticias_naci…

 

DEUS SALVE…

lulaExceção feita ao fato de sempre ter um par de tênis All Star, nunca fui muito chegado à falta de personalidade de boa parte de nosso povo de achar que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”. Muito pelo contrário. Nessas horas, meu lado de velho chato ficava ainda mais velho e ainda mais chato!

Mas, ontem, foi inevitável não acreditar em mudanças e esperanças. A posse de Obama foi algo que parou o mundo (coisa que os americanos sabem fazer, por bem ou por mal). Via-se nos olhos das pessoas a esperança em forma de gente. Gente com um sorriso sincero, gente de bem com a vida, gente que não precisa mostrar nada pra ninguém.

É aí que começam os problemas. No Brasil temos um presidente eleito pelo voto popular, num país que, provavelmente, tenha as eleições mais democráticas do planeta!!! Um presidente oriundo do povo, que passou fome e sede, que sofreu na região mais pobre do país. E, que como milhões de conterrâneos, tentou a sorte no “sul maravilha”. Tentou e acertou!
Dono de um carisma impressionante, nosso ex-presidente de sindicato do ABC paulista virou, depois de mudar muito, presidente da República Federativa do Brasil.

Aí, viu-se o povo nas ruas, procissões em direção à capital federal. Grupos, bandos, famílias, trabalhadores, religiosos; um sem número de pessoas respirando esperança, acreditando na mudança. Só que…
A mudança foi muita? Sim. A mudança foi boa? Talvez. A mudança veio pra ficar? Não.
E o “não” se baseia no populismo exercido pelo atual mandato. No primeiro mandato pouca coisa foi feita em relação aos dois mandatos do presidente anterior. No segundo, com a linha do horizonte à vista, muita coisa se perdeu. A economia está estável (como foi encontrada ao assumir pela primeira vez) e assim se manteve durante os temporais financeiros do mundo. Mas, não é dando bolsa-família, bolsa-escola, bolsa-bolsa que se forma um país. Pobre tem fome e quem tem fome tem pressa? Claro que sim! Ninguém duvida disso!!! Mas, há que se fazer mais! Há que se descentralizar, há que ser estruturar para que os próximos venham com algo fortalecido.

Na ponta de cima da América, a coisa funciona assim. Com defeitos, mas funciona.

Acredito ser muito pouco provável que se veja o “queridinho do momento” usando expressões como sifú e chulé. Não se faz necessário criar um personagem do que se é. Simplesmente, se é e pronto!

Eu, aqui no meu cantinho, escrevendo textos que provavelmente serão lidos apenas por mim, continuo defendendo dentro das minhas possibilidades, a minha bandeira verde e amarela. Fazendo o meu.

E caminhando. Caminhando com o meu par de tênis All Star, sim. Afinal, o que é bom não tem fronteiras. Mas, temos que valorizar o que temos dentro da  nossa fronteira. E, é por isso que, além do All Star, tenho meu par de Bamba, uma camisa do Mussum e um disco do Tom.

Deus salve a América! Mas, peço a Ele que, antes disso, dê uma passadinha no Brasil!!!

CHICO BRASIL

De todos os veículos de comunicação que conheço, o que mais me encanta é o rádio. Ontem a noite, estava ouvindo a Rádio Roquette Pinto (uma das melhores emissoras do Rio de Janeiro!) que apresentava um programa de entrevistas com CHICO ANYSIO! Lá, também estavam Jaguar, Ziraldo, entre outros.

Era um programa onde o Mestre Chico contava sua história de vida, fatos engraçados, outros nem tanto. O que mais me impressionou no Chico foi a vontade que ele tem de trabalhar. Porém, ele está preso ao contrato de uma emissora de tv que, incrivelmente, o “impede” de fazer o que sabe, o que gosta e o que foi contratado para fazer!!!

A garotada mais nova talvez não saiba quem é este personagem de tantos personagens. Se, ao menos viram, algum dia, a “Escolinha do Professor Raimundo”, é ele. Chico Anysio é um grande comediante, humorista, redator, escritor, compositor, cronista, pintor e tudo o mais que for ligado a arte. E, nós, cidadãos brasileiros, estamos privados de sua invasão aos nossos televisores.

Quisera eu, no meio de tanto humor sem graça e cheio de bundas ter, uma vez por semana, quinze minutinhos que fossem de Chico Anysio! Personagens e mais personagens que fizeram parte da história do país. Quem nunca teve um amigo pinguço apelidado de Tavares? Quem nunca teve um amigo ruim de bola apelidado de Coalhada?
Lamento. Lamento pelo país que temos. Ou melhor, pelo país que podemos ter e não temos!
Dentre outros, Chico Anysio é um dos que me inspira a fazer rádio. No rádio, acima de tudo, quem o faz, se diverte. Não tem-se a obrigação da beleza estética e estérica. Não tem-se o “vai de novo” a toda hora. Não tem-se os esporros escandalosos de diretores estrelas!

O rádio permite criar! Pode ser simples, apenas você, o microfone e suas idéias. Ou pode ser grande como um abraço coletivo.

É por essas e outras que onde quer que eu vá, posso ficar sem tv, sem internet. Mas, sem o meu velho rádio Philips não fico de jeito nenhum.

Obrigado, Chico! Por tudo que vi você fazer na tv e ouvi no rádio, ontem. Obrigado, Chico City. Ou melhor, Chico Brasil!9781

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